Um blog para os desesperados alunos do 11º, que nao tiveram tempo para ler o livro ou simplesmente para algum trabalho que seja necessa'rio =P ... so' eu pa ter paciencia pa 1a cena destas... Miss Bree...
Sexta-feira, 16 de Maio de 2008
cronica des costumes

Crónica de Costumes

Caracterização de Portugal em “Os Maias”

 

Ao subtítulo de “Os Mais”, Episódios da Vida Romântica, corresponde a crónica de costumes. Estes episódios, descritos ao longo da obra, têm como objectivo fazer o relato da sociedade portuguesa na segunda metade do século XIX. Eça utiliza um desfile de personagens (personagens tipo) que representam grupos, classes sociais ou mentalidades por forma a mostrar aos leitores o estado de corrupção, providencialismo e parasitismo da sociedade portuguesa, bem como, seus costumes e vícios.

 

 

O jantar no Hotel central

 

Neste jantar, Ega pretende homenagear Cohen, o marido de Raquel, a quem Ega estava apaixonado e com a qual mantinha uma relação. Em roda da mesa surgiram assuntos do foro literário e politico que permitem ter uma noção da situação de Portugal.

Literário: Alencar defende o Ultra-Romantismo enquanto que Ega o Realismo/Naturalismo (mostra uma sociedade dominada por valores tradicionais, que se opõe a uma nova geração, a geração de 70 representada por Ega). Este defende exageradamente a inserção da ciência na literatura.

Político: Ega crítica a decadência do país e afirma desejar a bancarrota e a invasão espanhola.

A maneira de ser português revelada, através das visões de Carlos (começa por pensar, a propósito da mouraria, que "esse mundo de fadistas, de faias" merecia um estudo, um romance) e de Craft, que fica impassível perante a feroz discussão entre Alencar e Ega (a propósito de um verso "o homem da ideia nova", o paladino do Realismo), discussão que quase termina em agressão física, reconhecendo que "a torpeza do Alencar sobre a irmã do outro fazia parte dos costumes de crítica em Portugal", até porque sabia que "a reconciliação não tardaria, ardente e com abraços".

Provocando Sousa Neto, Ega percebe que este nada sabe do socialismo e não é capaz de um diálogo consequente.

 

 

A corrida de cavalos

 

É uma sátira ao desejo de imitar o que se faz no estrangeiro, por um esforço de cosmopolitismo, e ao provincianismo do acontecimento. As corridas de cavalos permitem apreciar de forma irónica e caricatural uma sociedade que vive de aparências.

O comportamento da assistência feminina é naturalmente caricaturado. A conformidade do vestuário à ocasião parece não ser a melhor e acaba por traduzir a falta de gosto e, sobretudo, o ridículo de uma situação que se pretende requintada sem o ser.

As corridas servem, para Eça, criticar a mentalidade e o comportamento da alta burguesia:

- O aborrecimento, motivado pelo facto das pessoas não revelarem qualquer interesse pelo evento.

- A desordem, originada pelo jóquei que montava o cavalo "Júpiter" e que insultava Mendonça, o juiz das corridas, pois considerava ter perdido injustamente em detrimento do Pinheiro, que montara o Escocês e que obtivera a vitória por ser íntimo de Mendonça. Tomava-se partido, havia insultos, até que Vargas resolveu com um encontrão para os lados desafiar o jóquei – foi, então, que se ouviu uma série de expressões como "Morra" e "Ordem", se viram chapéus pelo ar, se ouviam baques surdos de murros.

 

 

O jantar na casa do Conde Golvarinho

 

O espaço social permite através das falas, observar a gradação dos valores sociais, o atraso intelectual do país, a mediocridade mental de algumas figuras da alta burguesia e da aristocracia.

Desfilam perante Carlos as principais figuras e problemas da vida política, social e cultural da alta sociedade lisboeta: a crítica literária, a literatura, a história de Portugal, as finanças nacionais, etc. Todos estes problemas denunciam uma fragilidade moral dessa sociedade que pretendia apresentar-se como civilizada.

No jantar podemos apreciar duas concepções opostas sobre a educação das mulheres: salienta-se o facto de ser conveniente que "uma senhora seja prendada, ainda que as suas capacidades não devam permitir que ela saiba discutir, com um homem, assuntos de carácter intelectual" (Ega, provocador, defende que "a mulher devia ter duas prendas: cozinhar bem e amar bem").

A falta de cultura dos indivíduos que são detentores de cargos que os inserem na esfera social do poder – Sousa Neto (oficial superior de um cargo de uma grande repartição do Estado, da Instituição Pública), desconhece Proudhon, começando por responder a Ega que, provocante, lhe pergunta a sua opinião sobre o socialista, que não se recorda textualmente, depois "que Proudhon era um autor de muito nomeada", e finalmente, perante a insistência de Ega, sintetiza a sua ignorância, afirmando que não sabia que "esse filósofo tivesse escrito sobre assuntos escabrosos", como o amor, acrescentando que era seu hábito aceitar "opiniões alheias, pelo que dispensava as discussões". Posteriormente, perguntará a Carlos se existe literatura em Inglaterra.

O deslumbramento pelo estrangeiro – Sousa Neto manifesta a sua curiosidade em relação aos países estrangeiros, interrogando Carlos, o que revela o aprisionamento cultural de Sousa Neto, confinado ás terras portuguesas.

 

 

Os Jornais, “A Corneta do Diabo” e “A Tarde”

 

Critica-se, neste episódio, a decadência do jornalismo português, pois os jornalistas deixavam-se corromper, motivados por interesse económicos (é o caso de Palma Cavalão, do Jornal A Corneta do Diabo) ou evidenciam uma parcialidade comprometedora, originada por motivos políticos (é o caso de Neves, director do Jornal A Tarde).

A Corneta do Diabo: Carlos dirige-se, com Ega, a este jornal, que publicara uma carta, escrita por Dâmaso Salcede, insultando e expondo, em termos degradantes, a sua relação amorosa com Maria Eduarda. Palma Cavalão revela o nome do autor da carta e mostra aos dois amigos o original, escrito pela letra de Dâmaso Salcede, a troco de "cem mil réis"

A Tarde: Neves, o director do jornal, acede a publicar a carta em que Dâmaso Salcede se confessa embriagado ao redigir a carta insultuosa, mencionando a relação de Carlos e de Maria Eduarda, por concluir que, afinal, não se tratava do seu amigo político Dâmaso Guedes, o que o teria levado a rejeitar a publicação.

 

 

O sarau do Teatro da Trindade

 

Evidencia-se o gosto dos portugueses, dominados por valores caducos, enraizados num sentimentalismo educacional e social ultrapassados. Total ausência de espírito crítico e analítico da alta burguesia e da aristocracia nacionais e a sua falta de cultura.

Rufino, o orador “sublime”, que pregava a “caridade” e o “progresso”, representa a orientação mental daqueles que o ouviam: a sua retórica vazia e impregnada de artificialismos barrocos e ultra-românticos traduz a sensibilidade literária da época, o seu enaltecimento á nação e à família.

Cruges, que tocou Beethoven, representa aqueles que, em Portugal, se distinguiam pelo verdadeiro amor à arte e que, tocando a Sonata patética, surgiu como alvo de risos mal disfarçados, depois de a marquesa dizer que se tratava da Sonata Pateta, o que o tornaria o fiasco da noite.

Alencar declamou “A Democracia”, depois de “um maganão gordo” lamentar que nós Portugueses, não aproveitássemos “herança dos nossos avós”, revelando um patriotismo convincente. O poeta aliava, agora, poesia, e política, numa encenação exuberante, que traduzia a sua emoção pelo facto de ter ouvido “uma voz saída do fundo dos séculos” e que o levava a querer a República, essa ”aurora” (e os aplausos foram numerosos) que viria com Deus.

 


sinto-me =S:

publicado por miss.bree às 11:55
link do post | Diz la' o q achas | Apanha-me,se conseguires
|

9 comentários:
De candida a 28 de Abril de 2009 às 21:24
é uma obra excepcional.
o teu blog vai dar-me um jeitão. obrigada


De blaze a 14 de Maio de 2009 às 22:04
Obrigado pela ajuda, vou ter teste amanha e isto facilitou muito o estudo.

;D


De maria a 10 de Janeiro de 2010 às 19:19
Estes resumos vão-me dar imenso jeito para o teste de "Os Maias" e agradeço a ti por colocares estas informações.


De João Ferreira a 10 de Fevereiro de 2015 às 11:25
isto não presta,eu gosto de fazer no Scope in your muim
huehue
I have big penis, and your mum like, that was she said
GOSTAS DE MAMAS!


De A.R.N Blog.. a 26 de Abril de 2010 às 15:03
Sim de facto ajudam imenso... Mas não te falta um episódio? é que reli e reli e reli... e não encontro o "passeio final" de Carlos e Ega..

Cumps..
A.R.N


De nessita a 7 de Maio de 2010 às 20:53
Bem!!!!!! Trabalho estrondoso... sem dúvida o melhor resumo dos Maias que já na Net... Salvaste-me...

Atenção people mais desatento... na parte lateral esquerda do Blog têm lá mais coisas na parte "Únicos posts"

Thank you Miss Bree


De Filho Da Puta a 10 de Fevereiro de 2015 às 15:48
Os maias sao uma merda, filhos da puta, deviam ir levar no rabo, que estupidez de blog, retardados, caralhooooo!!!!!!! vao todos para a merda.
miss bee, quero-te comer de 4, és mesmo gostosa, tens um rabo do caralho, quero-te comer o cu, vadia de merda


De manel a 27 de Abril de 2015 às 17:12
penso que nao gosto de bombeiros!


De idot a 2 de Maio de 2016 às 11:14
https://www.youtube.com/watch?v=2G2w77jrayw


Comentar

Euzinha
pesquisa aqi q nao vais muito longe
 
Maio 2008
Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
12
13
14
17

18
19
20
21
22
23
24

25
26
27
28
29
30
31


Os unicos posts

cronica des costumes

Teste de portugues

o meu resumo...

Livro "Os Maias"

Os Maias I

Os Maias II

Os Maias III

Os Maias IV

Os Maias V

Arquivos

Maio 2008

Abril 2008

Março 2008

tags

todas as tags

Fazer olhinhos
blogs SAPO
subscrever feeds